A Última Missanga Do Meu Colar

Autor: Lagartixa Okonhoko Npasmadu
ISBN: 9789892045948

O autor é orgulhoso na exaltação do sentimento telúrico que enforma a sua poesia, paki blanha i anos. Esta ligação à terra, ao germinar e à natureza, que a cada verso nos transporta para a tradição, para a magia da terra sagrada, Guiné-Bissau, eu amo a Guiné que me viu nascer, a Guiné que vejo a morrer. Uma terra sagrada tanto em matéria como em simbolismos, que no kriol malgos di Bissau cheira-nos a vermelho, a cor que tem a terra.

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O autor é orgulhoso na exaltação do sentimento telúrico que enforma a sua poesia, paki blanha i anos. Esta ligação à terra, ao germinar e à natureza, que a cada verso nos transporta para a tradição, para a magia da terra sagrada, Guiné-Bissau, eu amo a Guiné que me viu nascer, a Guiné que vejo a morrer. Uma terra sagrada tanto em matéria como em simbolismos, que no kriol malgos di Bissau cheira-nos a vermelho, a cor que tem a terra.

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lagartixa npasmadu

Lagartixa Okonhoko Npasmadu

Nacionalidade: Guineense

André Luís Mendes, vulgo Lagartixa Okonhoko Npasmadu, Cozinheiro, Líder e Gestor de profissão, nasceu a 12 de novembro de 1980, em Nghala Progresso, algures em Bissau, capital da Guiné-Bissau.

Desde a adolescência, revelou uma enorme paixão pela cultura na sua mais ampla concepção; paixão alimentada por uma inata capacidade de representação, que o leva a dar os primeiros passos no mundo das artes com apenas 12 anos de idade, quando, na sua paróquia, Santo António de Bandim, começou a representar pequenas peças de teatro, integrando depois movimentos e grupos culturais como a Brigada Cultural Estudantil e Os Fidalgos da Guiné.

A paixão pela cultura acabou por se repercutir também nas suas opções de estudos, levando-o, após o secundário, a fazer o curso de Literatura Brasileira pelo Centro dos Estudos Brasileiros em Bissau e a iniciar o curso de Literatura e Culturas Lusófonas, pela Escola Normal Superior Tchico Té, também em Bissau.

Deambulando pelas tabankas europeias desde 2003, Lagartixa, nascido Djamburere que um dia será Lagarto, continua a viver para a cultura, principalmente para Teatro, Cinema e Literatura, representando, sempre que os palcos o chamarem, e encantando quem tiver o privilégio de assistir às suas atuações.

É parte do Movimento Cultural e Literário Djorson Nobu, organização que possibilitou-lhe integrar os volumes I e II da Antologia Poética de Jovens Guineenses “Traços no Tempo”.

Publicou a sua primeira obra, intitulada No Compasso do Primeiro Passo, em 2010; coordenou, em 2013, a antologia poética para a paz na Guiné-Bissau, denominada Recados de Paz; em 2014 publicou A Última Missanga do Meu Colar, e nação AFÉTÉRÉ é a sua mais recente obra, lançada em 2020.